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Consultor dá 4 dicas para motivar equipe
08/08/08
Seria maravilhoso se cada funcionário da equipe tivesse uma fonte – forte e bem definida, de energia e empolgação. Essa seria a garantia de que todos caminhariam no mesmo ritmo, de que as metas da empresa seriam perseguidas com o mesmo afinco por todos. Mas não é o que acontece. Cada vez mais, vem sendo da empresa a tarefa de criar a letra e o ritmo, que irão conduzir a equipe no dia-a-dia dos negócios. Porque será que adotar ações que motivem a equipe vem sendo cada vez mais necessário dentro de micro, pequenas e grandes empresas? O convidado do MESA DE NEGÓCIOS já se acostumou a ser convocado para dar uma nova trilha sonora aos times empresariais que precisam melhorar os resultados. William Caldas é consultor de empresas e palestrante, especializado em vendas, marketing e motivação.
Caldas iniciou a entrevista explicando a diferença entre palestra, treinamento e consultoria. “Se o empresário analisa e percebe que não tem tido resultados há pelo menos uns três meses, a empresa é candidata a uma boa consultoria, quando se faz um mapeamento do que está acontecendo para traças metas de implementação. Se os resultados têm aparecido, mas de forma alternada idéia, é preciso identificar no processo da venda o que está acontecendo e entrar com treinamento. Já se a empresa está se desenvolvendo bem e quer superar os próprios resultados, ela pode adotar palestras. Neste caso, se ela tiver tempo e disponibilidade financeira, pode também trabalhar com treinamento”, explicou.
O consultor deixou, já no início da conversa, um conselho: se a empresa quer melhorar cada vez mais os resultados, não adianta investir apenas uma vez em treinamento, por exemplo, e depois deixar de lado. É importante lembrar que uma empresa é formada por pessoas, e que essas pessoas possuem histórias de vida e visões diferentes. Neste momento, é importante o papel do gestor, que precisa canalizar as diferenças em prol de um objetivo único, e motivar constantemente a equipe. Caso contrário, o consultor garante que fica difícil alcançar metas.
Para ajudar os líderes que precisam saber lidar com tantas diferenças, o consultor sugeriu quatro metas de motivação. A primeira é olhar no olho do colaborador e saber ouvir. A segunda meta é saber enaltecer em público pequenas conquistas dos seus subordinados. “Percebemos em reuniões que empresas promovem verdadeiras chacinas, com momentos de exposição do negativo em público. Não tem motivação nesse momento, e o contrário é verdadeiro. É importante tratar de problemas com o funcionário de forma reservada, mas saber elogiar também no momento certo”, explicou. William lembrou que são pessoas que estão precisando de ajuda, e a liderança servidora traz esse significado. A terceira meta de motivação é comemorar conquistas da equipe. “Muitas empresas promovem festas de aniversário, ou de alcanço de metas, e vemos pouco envolvimento do líder com a equipe”, observou. Por último, Caldas sugeriu que o líder deixe claro que está no ambiente de trabalho para servir a equipe. Segundo ele, este ponto está ligado à delegação. “Delegar não é simplesmente passar uma tarefa e mandar o outro fazer e dizer: se vira. Peça, explique, pergunte se o funcionário tem alguma dúvida, se está seguro para fazer, e deixe claro a ele que você está à disposição caso precise de ajuda”, atentou.
Investimento constante na equipe é sinônimo de empresa bem-sucedida. “As pessoas são a razão do sucesso, mas também do fracasso do negócio”, concluiu o consultor.
Foto: Mariana Neto