SPED É DISCUTIDO EM SANTA CATARINA
Empresas buscam informações sobre os novos processos da Receita Federal
13/08/09
Empresas de norte a sul do país estão preocupadas com a chegada do prazo final de adequação às exigências do SPED - Serviço Público de Escrituração Digital relativo ao SPED Fiscal. Depois de várias prorrogações, o Governo Federal estabeleceu o prazo final de 30 de setembro para a entrega retroativa a janeiro de 2009. Esse foi um dos temas mais comentados no último Universo TOTVS em Joinville, Santa Catarina, realizado nesta quinta, dia 13 de agosto.
O SPED vai substituir o Sintegra e outras Obrigações Acessórias e o Governo Federal deixou a cargo de cada Secretaria Estadual da Fazenda definir sobre prazo de revogação do antigo sistema. Empresas que têm filiais em outros estados precisa observar a data de revogação do Sintegra em cada local de atuação, pois a implantação do SPED está sendo concluída em ritmo diferente pelo país, e enquanto o SPED não entrar em vigor, a empresa terá que entregar as duas documentações.
O SPED vai substituir os antigos livros de registros das empresas. Enquanto o Sintegra tem 39 registros, o SPED passa a exigir 149 registros das empresas, o que resulta em mais de três mil campos diferentes a serem preenchidos. A Receita Federal definiu um grupo de 33 mil empresas para adotar o SPED e elas foram divididas em dois perfis: A ou B. Essa definição ficou por conta da receita, sendo que o perfil B é resumido e o perfil A é completo. Atrasar na entrega dos dados eletrônicos implicará em Depois da data limite, às sanções previstas no Regulamento do ICMS de cada estado no caso de Descumprimento de Obrigações Acessórias.
Depois de ter o SPED implantado, toda vez que uma empresa cometer um erro e precisar fazer uma retificação junto à receita, ela deverá enviar esse arquivo de correção dentro do prazo normal de entrega dos relatórios eletrônicos.
O Governo Federal vai liberar uma nova lista de empresas que se juntarão às 33 mil já selecionadas para esta primeira etapa de implantação do SPED. “Eu costumo dizer que o Sintegra é o raio x da empresa, enquanto o SPED é a ressonância magnética, pois ele é muito mais detalhado”, diz Helainy Pscheidt – especialista da TOTVS. Com a implantação do SPED, a Receita Federal passará a cruzar dados de empresas em todo o país detectando irregularidades e falhas tributárias com mais facilidade.
Neste encontro, em Santa Catarina, os participantes também conheceram novidades da plataforma TOTVS para a gestão de negócios a partir dos ERPs (softwares de gestão), de serviços e da ferramenta chamada de TOTVS Up que realiza atendimentos completos via internet com vídeos e áudios de boa resolução.
A TOTVS é hoje a oitava maior empresa de software do mundo, sendo a primeira sediada em um páis em desenvolvimento. Com sede em São Paulo, e escritório em todo o país, a TOTVS é hoje, a líder nacional com 38% de participação no mercado. As atividades em Joinville começaram de manhã e só terminaram no início da noite gerando vários momentos de interação com os empresários, executivos e especialistas de T.I. (Tecnologia da Informação).
Entre as palestras e mini-palestras, os participantes acompanharam as mensagens do CEO da TOTVS em Santa Catarina Salvador Silva, Marcelo Monteiro – vice-presidente de Atendimento e Relacionamento da TOTVS e Sergio Grisa – especialista em gestão de cadeia de suprimentos.
O momento de maior participação da platéia é o debate que reúne especialistas TOTVS e clientes que tiram suas dúvidas sobre os produtos, serviços e estratégias da empresa. Sob o comando da jornalista Inácia Soares, os executivos Joel de Oliveira – diretor Administrativo e Financeiro da metalúrgica Schulz e o gerente de Sistemas e Informações da Marcegaglia do Brasil – Celi Luciano Gonçalves, sabatinaram os especialistas da TOTVS com a ajuda da plateia.
O encerramento do evento foi com a palestra do economista e ex-presidente do Banco Central Gustavo Loyola. A crise mundial foi abordada com detalhes. Loyola analisou o cenário que levou ao surgimento da crise e as consequências desse tumulto no mercado financeiro. Segundo o economista, a crise já passou mesmo e estamos a caminho da recuperação.
Fotos: Marcelo Kupicki